Terça-feira, Agosto 24, 2010

TRAGAM O VINHO



Pois Copas sobram.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Consegui logar nessa joça

Até que foi fácil.

Vou escrever esse troço só pra ver quem passa por aqui ainda, e quando.

Deixa um comentário aí!

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Message in a bottle — ou Só como massa Barilla


Talvez seja a distância, e a saudade, o que é provável. Pode ser que o verão me afete também aqui — sim, o calor me abala, inclusive emocionalmente. [Decididamente tem a ver com o verão italiano.] Mas o fato é que dediquei bons minutos de minha internet a tempo para reler esses posts. What Are You? funcionou como uma terapia da qual eu não saí curado, mas que ainda assim foi uma terapia. Uma bela fase de convívio e amizade, que se acaba, ou diminui (o convívio, não a amizade) por essas coisas da vida. A gente cresce, todos crescem, alguns vão embora, às vezes nos distanciamos como se houvesse um oceano entre nós mesmo que vivamos a menos de uma dezena de quilômetros. As pessoas se estranham, surgem tensões, conflitos, depois a paz, ou a irreconciliação definitiva. A vida, enfim.

Eu não sei o que será daqueles que dividiram esse espaço inteligente. Sei que estão aí, vivendo suas vidas como todos vivem. Por alguns meses esse simples pedaço cibernético simbolizou, ao menos para mim, um convívio. E isso deveria ser caro a qualquer pessoa. Talvez me seja especial porque não sou de convívios...

Se alguém, algum dia, passar os olhos aqui como fazíamos quase diariamente há um tempo, saiba que eu lamento muito o fim desse convívio. Lamento muito estar longe, alimentando uma vivência estranha e moderna, feita de pequenos recados eletrônicos aqui e ali que decididamente não me satisfazem (não deveriam satisfazer ninguém). Não que precisássemos jantar juntos todos os dias, ou chorar abraçados em solidariedade porque alguém terminou o namoro, mas a amizade é uma coisa inexplicável pela simples vontade de, regularmente, estar junto, conversar, ver a pessoa por quem se sente estima. Gregory House tem raciocínios interessantes sobre As Pessoas e suas interações. Acho que ele deseja visceralmente evitar a mesma frustração tola que sinto ao reler esses textos e lembrar de quando fazia parte de um grupo especial de pessoas.

A televisão italiana me refresca a memória dos dias em que trocávamos idéias aqui com um comercial da massa Barilla, que diz: “Amigos são os irmãos que escolhemos. Com eles, temos tudo em comum. Ou apenas o que basta”.

* OBS #1.: não planejei este texto.
* OBS #2.: só como massa Barilla.

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

O novo jeito de governar

Do site www.previdi.com.br

Mais uma

A Secretaria da Segurança do RS faz mais uma vez hoje a “Operação Lei Seca”. Tem como objetivo prevenir a ocorrência de delitos em todas as suas formas, “em princípio sob a influência do álcool ou substância similar e onde se destaca o indicador de criminalidade homicídio”.Curioso que é reduziram o número de locais. Agora, são só quatro.

Atenção bebuns!!

A Secretaria da Segurança avisa onde serão nesta sexta as batidas:Rua Lima e Silva, imediações do número 920;Rua José do Patrocínio, imediações do número 900;Rua Padre Chagas, imediações do número 470;Avenida Goethe com a rua 24 de Outubro.

Engraçado

Isso significa que os criminosos de Porto Alegre circulam pelas avenidas Lima e Silva, José do Patrocínio, Padre Chagas e Goethe.Está mesmo desmoralizada esta classe média da capital gaúcha, hein?

Vão resolver muitos problemas de segurança público com isso. Bah!

Segunda-feira, Junho 11, 2007

Guerra das Malvinas


Eu me lembrei dessa foto já que discutíamos a manipulação à e da imprensa.
É do Museu da Dívida Externa Argentino.

Quarta-feira, Abril 18, 2007

EBA!!!

Encontro dos Uotários marcado para Agosto!!!
Pessoas! Tô numa alegria, tive que postar, mesmo sem ser a minha vez (seus preguiçosos).
Do dia 15 de agosto até 18 de setembro - preparem-se para serem abraçados até doer!!!
Beijos!!!

Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Who are you?

Ha um ano e meio que, neste blog, fazemos a pergunta uotariana: "What are you?". Pouco tempo ainda... parece que a resposta para essa pergunta eh o que procuramos durante toda a vida.
Disfarcadamente queremos saber a resposta para a vida, o universo e todas as coisas, mas nunca deixamos de ser um grande misterio para nos mesmos. Nao eh por nada que escrever o "About me" do Orkut eh tao mais demorado e muda muito mais do que os "testemunhos" que escrevemos sobre os outros.
Carolina no pais da Rainha le Alice no pais das Maravilhas e, como qualquer pessoa entre 1 e 1000 anos, lembra-se de que continua se questionando sobre quem eh e o que faz neste mundo de criaturas, lugares, sons, cheiros e palavras tao surpreendentes.


Lewis Carroll
Alice's Adventures in Wonderland (1865)
V - Advice from a Catterpillar


The Caterpillar and Alice looked at each other for some time in silence: at last the Caterpillar took the hookah out of its mouth, and addressed her in a languid, sleepy voice.
`Who are YOU?' said the Caterpillar.
This was not an encouraging opening for a conversation. Alice replied, rather shyly, `I--I hardly know, sir, just at present-- at least I know who I WAS when I got up this morning, but I think I must have been changed several times since then.'
`What do you mean by that?' said the Caterpillar sternly. `Explain yourself!'
`I can't explain MYSELF, I'm afraid, sir' said Alice, `because I'm not myself, you see.'
`I don't see,' said the Caterpillar.
`I'm afraid I can't put it more clearly,' Alice replied very politely, `for I can't understand it myself to begin with; and being so many different sizes in a day is very confusing.'
`It isn't,' said the Caterpillar.
`Well, perhaps you haven't found it so yet,' said Alice; `but when you have to turn into a chrysalis--you will some day, you know--and then after that into a butterfly, I should think you'll feel it a little queer, won't you?'
`Not a bit,' said the Caterpillar.
`Well, perhaps your feelings may be different,' said Alice; `all I know is, it would feel very queer to ME.'
`You!' said the Caterpillar contemptuously.
`Who are YOU?'
(Desculpem pela falta de acentos, mas isso faz parte do Where-I-am... Beijos!)

Terça-feira, Janeiro 02, 2007

Bebida e fumaça


Amenizei o calor incivilizado, a desconfortável estranheza com algumas pessoas e o inevitável sentimento de solidão que esta época do ano traz com um momento ímpar, esta noite. De uma improvável harmonização de cerveja e cachimbo nasceu, de fato, um instante de puro deleite. Todos sabem de minha paixão pela cerveja, nem todos são cientes de que fumo cachimbo com o mesmo ardor – como faziam os avôs que se prezavam. A cerveja era de tipo rauchbier, fabricação da catarinense Eisenbahn, encorpada, da família lager, vermelho-cobre e notas defumadas. Muito saborosa, duas taças apenas. O cachimbo é formato billiard bent, inglês clássico, modelo Sherlock Holmes, com tabaco misto Virginia/Burley – versão light, para diminuir ao máximo os efeitos perniciosos à saúde.

O sabor defumado do tabaco complementa as notas de mesma natureza da cerveja. O vento noturno de janeiro instaura uma trégua rápida à ditadura do clima. E a lua ergue-se por entre os prédios do Moinhos de Vento, cheia e rotunda, amarela e brilhante, servindo de foco luminoso para a análise de texturas: bebida e fumaça.

Não confundam com pretensões elitistas, por favor. Sou homem, segundo alguns equivocados, de um “único e cansativo assunto” – o da desigualdade social – e não é possível inverter-se tanto assim. Trata-se de um ato sincero e solitário, onde, a despeito de conflitos, dúvidas e angústias, o que importa mesmo, por breves instantes, é o casamento perfeito entre bebida e fumaça, de preferência acompanhado de uma boa leitura. Simples assim.

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

Parece azul, mas não é.


Com um feito de proporções ainda imensuráveis (“nada pode ser maior”, já diziam os co-irmãos), o que me vem à cabeça é tudo o que passei por ser colorado. Na verdade, não só eu como muitos dos colorados da minha geração, que hoje tem por volta dos seus 20 anos. Foi tudo o que pensava quando não conseguia dormir direito nas últimas noites, quando uma desclassificação precoce teimou em nos rondar, quando vi entrarem lado a lado no gramado Inter e Barcelona, quando a troca de passes dos espanhóis dava um frio na espinha, quando a bola do Adriano tremulou as redes, quando os dez minutos até o apito final pareceram intermináveis, quando Fernandão levantou a taça de Campeão do Mundo.

Não tenho a menor dúvida em afirmar que os colorados da minha geração fazem parte de uma resistência. Algo de inexplicável nos fez seguir fiéis a um time que ano após ano não se cansava em nos decepcionar. Seria até poético dizer que sabíamos que dias como o de hoje viriam. Mas muito pelo contrário, a realidade nos fazia cada vez mais duvidar disso. Libertadores e Mundial eram coisas que nos acostumamos a colocar na gaveta dos sonhos utópicos ao lado da pasta de Paz Mundial e coisas assim.

Passei a minha infância sob uma sina de conquistas do co-irmão que me parecia interminável. Quando se tem 10 anos tudo é motivo de chacota. Ainda mais quando você faz parte de uma minoria, sem bem que a palavra minoria chega a ser um superlativo para o que passávamos. Me lembro que no colégio, por muito anos, eu era uma ilha colorada no meio de um mar gremista. Numa turma de quarenta alunos, cansei de ser um dos dois ou três únicos colorados. Nem grenal na Educação Física a gente podia fazer porque não tinha quorum suficiente para fechar um time.

Mas isso não era sem motivo. Às vezes achava que as outras crianças é que estavam certas e eu errado. Por que uma criança torceria pelo Inter se, do outro lado, as vitórias e taças de campeão eram comemoradas com uma freqüência muito maior?

Ainda bem que nunca cheguei a uma conclusão para perguntas como essa. E não quero parecer minimalista afirmando que tudo aquilo valeu por causa dos títulos deste ano. Faz parte da nossa condição de torcedores colocar a paixão antes das vitórias e derrotas. O título não me faz ser “mais” colorado. Da mesma forma como nunca fui “menos” colorado por causa das derrotas.

Tudo ainda parece uma ficção. Mas, que dessa vez, tem um final feliz.

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Coisas Modernas


Me perdoem François Lyotard, Jean Baudrillard, Juremir Machado e Tiara Vaz Ribeiro. A melhor obra escrita sobre pós-modernidade até hoje é de autoria da Islandesa Bjork.

Todas as coisas modernas
por Bjork

Todas as coisas modernas
como carros e tal
sempre existiram

Elas estavam apenas esperando em uma montanha
pelo momento certo

Ouvindo os ruidos irritantes de dinossauros e pessoas
resmungando lá fora

(em islandês)
Chaææ
ninguém acompanha mesmo
Chaææ
O sol se põe
Chaææ
Ninguém entende o meu melhor

Existe um sol quando ele
respira dentro de mim
Ele me morde
Ele me morde
Sim, ele vem junto
me segue
me conta
navega atrás de mim

Todas as coisas modernas
sempre existiram
elas estavam apenas esperando

para sair
e multiplicar-se
e tomarem conta


é a vez delas agora...

Chaææ
Ninguém vê quando ele
Chaææ
Ninguém vê quando ele
Chaææ...
vem junto
vem junto
Chææ
a ilha que eu...

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